Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 04/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que o combate à ansiedade apresenta barreiras. Esse empasse é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da pressão profissional.
A priori, é fulcral salientar a questão constituinte como uma das causas do problema, visto os baixos investimentos para frear o crescente índice de pessoas com o transtorno no país. Esse panorama pode ser observado, de forma análoga, no levantamento realizado pela OMS, o qual o Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking de ansiedade populacional. Nesse sentido, tal conjuntura fere o contrato social proposto por Thomas Hobbes, o qual o governo tem a responsabilidade de garantir os direitos e o bem-estar da população.
Ademais, outro fato a salientar é a pressão social sofrida no âmbito profissional. Nesse sentido, após a busca e conquista do emprego - etapas que têm grande carga emocional, alguns profissionais enfrentam trabalhos exaustivos, com uma produtividade marginal excedente ao que se é remunerado. Sob esse espectro, tal condição é reconhecida pela OMS como uma síndrome ocupacional. Dessa forma, o esgotamento profissional resulta em ansiedade, além de outros problemas psicológicos e até físicos, como a exaustão.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte, com o intuito de mitigiar os impactos nocivos, cabe ao Ministério do Trabalho direcionar fiscais as empresas, que por meio de visitas periódicas irão intervir em situações que possam levar a casos de ansiedade. Além disso, exigir dos contratadores a disponibilização de acompanhamento psicológico aos seus funcionários. Desse modo, espera-se atenuar, em médio a longo prazo, os impactos negativos, alcançando a Utopia de More.