Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 04/11/2020

Perante o ponto de vista filosófico de Santo Tomás de Aquino, os cidadãos de uma coletividade democrática possuem todos a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres. Não obstante, nota-se que no Brasil, as pessoas que sofrem em relação à ansiedade compõem um grupo demasiadamente desfavorecido no tocante ao processo de se coabitar em equipolência, visto que o país enfrenta uma série de desafios para atender essa demanda. Nesta situação, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea são recorrentes na população brasileira, isso tem base em fatores políticos e sociais.

Em primeiro lugar, a Constituição brasileira de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à saúde. Contudo, o próprio poder estatal, pela falta de políticas públicas, agride a legislação. Isso porque o desamparo às pessoas que padecem de ansiedade, a não efetivação dos programas já existentes, como médicos e psicólogos especializados para atender a esse público, junto a negligência na divulgação de campanhas de conscientização que explicite as consequências que a ansiedade pode acarretar como, por exemplo, o suicídio, rompe com o direito garantido constitucionalmente. Logo, essa inadvertência estatal representa uma das causas do imbróglio.

Imediatamente, é fundamental, ainda hoje, salientar que a discriminação social é propulsora do desafio no combate à ansiedade pela sociedade contemporânea. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é peculiaridade da “Modernidade Líquida”. Diante de tal contexto, caso o problema continue sendo tratado da mesma maneira, é provável que o prejulgamento e menosprezo com os indivíduos ansiosos persista em pleno século XXI.

Diante dos argumentos supracitados, são necessárias medidas para amenizar essa problemática. Para isso o Ministério da Saúde deve promover por meio de estudos específicos, em áreas de maior necessidade, através de verbas da União, políticas públicas, como a construção de novas clínicas especializadas para atender a essa demanda, a fim de proporcionar, de forma mais eficiente, uma saúde de qualidade no tratamento da ansiedade. Além disso, por meio das mídias sociais, como Instagram e Facebook, promover campanhas que atinjam o maior número de usuários em várias faixas de idade, para reforçar os conhecimentos a respeito da temática, com o fim de intermediar os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea.