Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/11/2020

Na obra “O Demônio do meio-dia”, do escritor Andrew Solomon, aborda como os distúrbios psicológicos atingem a sociedade, bem como os seus prejuízos para o desenvolvimento humano. Nesse seguimento, com o passar dos anos, o indivíduo tem explanado a sua compreensão sobre a psicologia, o que possibilitou a classificação de doenças que atingem a mentalidade dos cidadãos, como a ansiedade por exemplo. Dessa forma, tal problemática concretiza-se pelo estresse diário de um mundo globalizado, corroborando o surgimento de quadros avançados de depressão.

Em primeira instância, as mudanças na forma de vida humana favoreceram a rapidez e fluidez de informações na conjuntura social. Nesse ínterim, com comportamentos marcados pelo recebimento incessante de informações, o indivíduo encontra dificuldades no processo e cumprimento de várias tarefas que lhe são ofertadas corriqueiramente, fazendo com que ele atinja um nível de fadiga e mental, contribuindo para o desenvolvimento de tratos ansiosos. Consoante a isso, dados da OMS indicam que o Brasil possui cerca de 9% da sua população com distúrbios psicológicos, o que reflete o quanto as tecnologias e as preocupações diárias afetam a mente brasileira. Logo, infere-se que o ser humano deve buscar a harmonia entre as suas atividades, para desenvolvê-las sem prejudicar o seu bem-estar.

Ademais, os diagnósticos de depressão veem ganhando certo espaço na organização social globalizada. De modo análogo, o escritor Augusto Cury refere-se à depressão como último estágio da dor humana, onde esse fica impossibilitado de muitas coisas. Nesse sentido, com os vários fatores que levam à ansiedade, se não tratados, evoluem para casos mais graves, conhecidos por imobilizar e afetar o indivíduo por completo, impedindo-o de realizar suas tarefas básicas, visto o nível de pessimismo e apatia que acometem o enfermo. Assim, nota-se a necessidade de empatia entre os indivíduos para a solução da mazela.

Portanto, a ansiedade é uma doença psicológica que tem encontrado um bom ambiente para o seu desenvolvimento. Por isso, é mister que o Ministério da Saúde disponibilize profissionais no ramo psicológico em hospitais e centros de atendimento público, por meio de rodízios semanais, bem como, foque sua assistência em locais escolares, marcados por extenuantes situações de estresse entre famílias e alunos, com a meta de tornar o convívio social mais harmonioso. Outrossim, urge à família dialogar com seus membros sobre problemas e situações do dia a dia, com a busca por possíveis transtornos de depressão e o efetivo tratamento, sendo dever dos parentes incentivar e acompanhar a vítima durante os tratamentos, sejam caseiros ou clínicos, com o objetivo de reduzir o índice de depressão social e buscar o pleno desenvolvimento físico e mental do ser humano.