Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/11/2020
A constituição Federal de 1988, especificamente o artigo1, declara em suas cláusulas saúde de qualidade e igualdade para todos independente das distinções econômicas e sociais. No entanto, tais direitos não são evidenciados na prática, uma vez que os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea são ferozmente presenciados, quadro que consolida a negligência da lei brasileira. Dessa forma, em razão da insuficiência de leis e da falta de debates, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que a lacuna no cumprimento das leis instituídas para a melhor qualidade de vida da população é uma causa latente do problema. Isso porque, segundo John Locke, “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Dessa forma, mesmo com a implementação dos direitos à saúde, indivíduos com distúrbios de ansiedade não tem a disponibilização de tratamentos e medicamentos adequados, posto que conforme a Organização Mundial da Saúde 9,3% da população não recebem diagnósticos e nem amparo do poder público, posturas que tornam o Brasil o maior portador da ansiedade no mundo. Logo, observar-se que esse cenário da ineficiência das leis tornar a resolução do problema mais dificultada.
Em segundo plano, outra causa presente para a configuração do problema é o silenciamento. De acordo com Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos discursos são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso, verificar-se uma ruptura em torno dos debates sobre os desafios da ansiedade o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, atitude essa que transforma o problema em algo normal, visto que o assunto é abafado pelos mecanismos de informações como estratégia para consolidar o distúrbio inexistente, porém tal ação pode ter maiores impactos a saúde mental do indivíduo por não tem apoio social.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária para mitigar a problemática. Para isso, é preciso que o Governo Federal, como instância máxima de administração, promova por meio de verbas orçamentárias a construção de espaços clínicos de tratamento para pessoas com quadro de ansiedade, distribuindo medicamentos seguros e comprovados, oferendo esporte, leitura, atividades dinâmicas e interações sociais, com o intuito de ajudar ao máximo o indivíduo na superação do problema, mostrando-lhe um cenário de amparo. Além disso, é essencial ainda que poder publico articule para a comunidade debates constantes acerca da ansiedade, através de rodas de conversas e material didático, contando com a presença de especialistas no assunto, a fim de que as pessoas compreendam a importância do combate à ansiedade e se tornem cidadãos atuantes na busca de resoluções.