Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/11/2020
Crianças, jovens, adultos, idosos. Na contemporaneidade, a ansiedade se faz presente na vida de muitos, independentemente da idade. Apesar de ser uma doença “comum”, a ansiedade é um dos grandes males do século XXI, pois é um termo abrangente para vários distúrbios que causam nervosismo, medo e apreensão. Neste contexto, tornaram-se evidentes dois fatores para tal: a busca pela perfeição e a cobrança extrema, bem como a crise econômica e o próprio desemprego. Com efeito, visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário analisar as causas e consequências acerca da situação.
Primeiramente, é importante enfatizar que, segundo a OMS houve um aumento expressivo na frequência de transtornos relacionados a este sintoma nos últimos 15 anos. Isso se explica porque, apesar de o mundo estar se desenvolvendo e se tornando cada vez mais globalizado, a cobrança por padrões e estilos de vida também aumentaram, o poder de influência que a mídia, através dos meios de comunicação, exerce nas mentes colabora para o desenvolvimento e perpetuação do transtorno.
Em segunda análise, segundo a psicóloga Maria Alice Fontes: “O emprego estável e um rendimento seguro predizem uma boa saúde mental”, as crises de ansiedade podem evoluir para um quadro que envolvem sintomas como a preocupação excessiva e a dificuldade de controlá-la. Sobre este viés, é importante analisar a saúde mental desde crianças para prepara-los para todas as adversidades advindas de cobranças e energias externas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a situação-impasse seja amenizada, afim de garantir que os efeitos negativos gerados pela doença sejam minimizados. Para que isso ocorra, as escolas e instituições educacionais devem, viabilizar a implementação de sessões de psicoterapias para os alunos, mediante a acompanhamentos psicológicos e psíquicos dos jovens, por meio de atividades com o objetivo de ampliar o autoconhecimento, garantindo, assim, a identificação de “gatilhos” emocionais que desencadeiam as crises. Sendo, assim uma oportunidade de desenvolvimento pessoal.