Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/11/2020

No documentário “Take your Pills”, produzido pela Netflix, é retratada as vidas de universitários norte-americanos que, devido à extrema ansiedade em relação à faculdade, vêem o uso indiscriminado de medicamentos fortes como um solução para resolver os trabalhos e provas. Tendo isso como alusão, no Brasil, atualmente, o crescente número de pessoas ansiosas representa um problema gravíssimo, sobretudo entre os jovens, os que, muitas vezes, os levam ao suicídio. Sem dúvida, deve-se ao modo como a humanidade institui padrões a serem seguidos pelos cidadãos, o que é causado, principalmente, pela influência familiar e o impacto dos meios tecnológicos no século XXI.

Em primeiro lugar, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é um composto formado por diversas instituições sociais, como a escola, religião e a família, as quais têm por função adequar as crianças à um padrão de vida aceitável para os demais membros da nação. Sob essa ótica, nota-se que os responsáveis do âmbito familiar tem característica única criar os filhos como uma espécie de mercadoria, que devem ser ensinados sob os moldes padrões e que assim cumpram um determinado cargo compensatório futuramente. Entretanto, isso acaba por difundir ainda mais a ansiedade entre os adolescentes e consequentemente criar adultos com maiores perturbações.

Em segundo lugar, com o incremento do desenvolvimento tecnológico, gerado pela Revolução Industrial do século XX, os seres humanos tornaram-se, cada vez mais, imediatistas em relação a quase todas as ações que desempenham. De acordo com o Professor Douglas Rushkolf em seu livro " Present shock: When everything happens now." conta que quando as crianças crescem em um ambiente de muita ansiedade, além do uso precoce e sem supervisão de aparelhos eletrônicos, elas começam a ficar desatentas e buscar mais por prazeres instantâneos a fim de sanar a inquietação. Aliás, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil é o país mais ansioso do mundo.

É mister, portanto, que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), órgão responsável por esse setor, realize reuniões estudantes, por intermédio de psicólogos e educadores, para trabalhar a ansiedade dos alunos e como ela afeta o cotidiano de cada um e se ocorre apenas por problemas escolares. Nesse sentido, a Mídia deve criar campanhas via redes sociais por meio de especialistas. Para que assim, haja a mitigação dos casos de ansiedade na população. Assim, os cidadãos torna-se-ão mais centrados e seguros de suas escolhas. Dessa maneira, a ideia de que ansiedade e o medo devem ser evitadas a todo custo, pois envenenam o corpo e o espírito do dramaturgo e romancista britânico George Bernard Shaw será concretizada.