Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 24/11/2020
A pensadora Nigeriana Chimamanda Adichie afirma que a ideia de mudar o status quo- ou seja, o estado das coisas - é sempre penosa. Nessa perspectiva, percebe-se uma inércia no estado de problemas como no combate a ansiedade uma vez que o Brasil foi considerado o país mais ansioso do mundo, de acordo com a OMS. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema complexo, que se enraíza na falta de conhecimento e na lenta mentalidade social.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimento presente na questão. Djamila Ribeiro, pensadora brasileira, ressalta a importância de nomear as opressões, “já que não podemos combater oque não tem nome”. Porém, a realidade que se impõem é a do desconhecimento por grande parte da população, visto que muitos ainda nem sabem oque é ansiedade e se sabem costumam achar que é bobeira. Na maioria das vezes a geração x é a que mais fala que a ansiedade não é nada, pois esse é um transtorno que começou nas gerações mais atuais.
Em segundo análise, nota-se que a lenta mentalidade social é outro desafio para a resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a ansiedade é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social que transtorno de ansiedade não é nada, a tendência é adotar esses comportamentos também.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Como solução é preciso que, a grande mídia - como responsável pela construção cultural- deve criar um canal de comunicação sobre o tema, por meio do aplicativo telegram, a fim de informar propriamente a população usando áudios de especialistas. Tal ação deve, ainda ser divulgada nos canais de comunicações convencionais e outras plataformas digitais. Assim, possivelmente, a mudança do estado das coisas possa ser menos dificultosa, como a perspectiva de Adichie revelou.