Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 28/11/2020
No contexto capitalista atual, em que a vida é voltada para o trabalho e o lema “tempo é dinheiro” é seguido à risca, as pessoas são consumidas pelo sistema. Em meio a tantos compromissos e pressões sociais cotidianas, a sua saúde fica em segundo plano. Casos de ansiedade se tornam progressivamente mais comuns entre os civis. Essa doença invisível já é considerada por muitos como o mal do século, afeta 9,3% da população brasileira.
Primeiramente, vale ressaltar o que é transtorno de ansiedade. Esse mal é caracterizado por uma preocupação constante e incontrolável, principalmente em relação ao futuro, indivíduos que sofrem dessa condição lidam de maneira não sadia com expectativas. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em seus estudos sobre o fato social, o indivíduo sofre pressões para se encaixar nos padrões do meio em que ele está inserido, ao contexto de vida moderna. Em consequência, as relações interpessoais se tornam cada vez mais difíceis e os indivíduos se tornam mais distantes.
Além disso, a ansiedade acarreta transtornos físicos e psicológicos. Como o transtorno obsessivo compulsivo (comumente conhecido como TOC), fobia social, síndrome do pânico, estresse pós-traumático, dor no peito, dificuldade de respirar e muitos outros. Apesar de tão comum e grave, as pessoas não compreendem direito esse mal, não sabem diagnosticá-lo nem tratá-lo, e, muitas vezes, não entendem nem aceitam a dor e sofrimento do outro. Se não forem devidamente tratados, esses transtornos podem levar ao suicídio, cada vez mais comum entre jovens e adolescentes.
Infere-se, portanto, que a ansiedade é uma consequência do contexto moderno que necessita de mais atenção da sociedade. Cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com a mídia, alertar e conscientizar a população sobre essa problemática e seus riscos, que são muitas vezes negligenciadas. Somente com essa coesão de forças, a sociedade estará pronta para combater esse impasse.