Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/12/2020
“Nada é tão lamentável e nocivo como antecipar desgraças”, comenta o filósofo Sêneca a respeito da ansiedade. Apesar de ser um transtorno com diagnósticos precedentes na história, a atual sociedade apresenta sintomas desse distúrbio, ainda que piores. Isso pode ocorrer por diversos fatores, podendo ser as relações sociais as quais se sujeitam, ou a vida no meio tecnológico.
A princípio, é inegável o fato de que o ser humano é um ser sociável, e que está sempre indo e vindo em relações sociais, principalmente de teor familiar, que podem ser consideradas como uma fonte deste estresse. Em um estudo realizado pela Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, mais de 80% dos participantes da pesquisa afirmaram que suas convivências com seus parentes agregavam no aumento da ansiedade, podendo ser com seus pais, mães, irmãos ou outras fontes. Infelizmente, a cada dia que se passa, as cobranças excessivas vindas das famílias modernas acabam por aumentar mais e mais, fazendo com que o alvo delas acaba por ansiar pelo futuro de forma obceada.
Além disso, a constante evolução tecnologia também tem seu papel para esse mal do século, já que cada vez mais as redes sociais têm se tornado algo rotineiro para as pessoas. O medo de não estar por dentro das novidades do mundo se torna angustiante para muito usuários, assim como não ter reconhecimento de pelo o que compartilham. Esse medo se chama de FoMO ou Fear of Missing Out, citado pela primeira vez por Dan Herman e definido anos depois por Andrew Przybylski e Patrick McGinnis, como o anseio de não ter boas experiências no meio virtual comparado as de outras pessoas.
Contudo, é notável que há um longo caminho para combater a ansiedade na sociedade moderna. Se faz necessário conscientizar que a mudança na rotina pode diminuir estes casos, com meditação, yoga ou até mesmo quiropraxia, atráves de campanhas demonstrativas, proporcionadas pelo o Ministério da Saúde.