Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/12/2020
A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que, aproximadamente, 10% da população brasileira sofre de ansiedade. Nesse sentido, vê-se o quão adoecida está a sociedade brasileira. Assim, medidas devem ser feitas para a resolução desse problema que se deve, principalmente, a traumas vivenciados pelo indivíduo durante a formação cidadã e à vida problemática nos grandes centros urbanos.
Sob esse viés, as dificuldades encontradas durante o crescimento e adaptação em meio social por homens e mulheres se tornam preocupantes. Desse modo, Sigmund Freud, grande médico do século XX, ao estudar sobre a psicanálise afirmou que uma das razões que causa a ansiedade é a libido contida, ou seja, experiências traumáticas que permanecem no inconsciente do indivíduo. Portanto, as pessoas permanecem sofrendo com essas lembranças, muitas vezes, durante toda a vida, uma vez que não reconhecem a ansiedade como uma doença e, consequentemente, não procuram tratamento. Dessa forma, a sociedade que vive com esses sintomas aumenta, já que são expostos a diversos problemas sem o devido preparo de como agir diante de uma crise de ansiedade.
Além disso, a vida profissional e particular se tornou desafiadora no meio urbano brasileiro. Nessas circunstâncias, Nietzsche, filósofo do século XIX, afirmou que o contato do ser humano com a natureza, na vida moderna, é de extrema importância para o tratamento da ansiedade, pois não existe a presença de empresas, aparelhos eletrônicos e situações exaustivas que causam a instabilidade e preocupação individual. Ademais, a natureza proporciona sentimentos bons e tranquilidade, como se observou durante o período do Arcadismo europeu. Dessa maneira, é notório a necessidade de resoluções para esse problema, visto que a ansiedade irá atrapalhar não só a vida pessoal da nação brasileira, mas também o sistema econômico do Brasil.
Dado o exposto, para minimização dos números de pessoas que sofrem com ansiedade, deve-se haver uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Governo. Dessa maneira, deverão disponibilizar tratamento psicológico para todos os brasileiros como um direito cidadão, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, com visitas mensais ou anuais nos lares a fim de diminuir as preocupações ou experiências ruins que provoquem, futuramente, transtornos de ansiedade. Em complemento a isso, o Governo deve realizar propagandas que incentivem o descanço físico e mental em ambientes rurais sem acesso aos problemas ocorridos nas cidades grandes. Sendo assim, o Brasil deixará de estar entre os países com altas taxas de ansiedade no mundo.