Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/12/2020
O filme “O Lado bom da Vida”, dirigido pelo cineastra David Russel, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida- sua casa, o emprego e o casamento- devido às crises de ansiedade. Tal obra ficcional reveladora uma das problemáticas hodiernas do país, o desafio contemporâneo do combate à ansiedade na sociedade. Nesse sentido, no que tange à questão das dificuldades em combater à ansiedade na comunidade moderna, percebe-se uma configuração de um grave problema, em virtude da ausência de políticas de saúde de enfrentamento ao problema e o preconceito social contra pessoas ansiosas.
É indubitável que a ausência de políticas de saúde de enfrentamento ao combate à preocupação entre as causas do problema. A esse respeito, Os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos médicos para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Nesse contexto, é perceptível a ineficiência governamental no confronto ao problema. É irrefutável, que essa circunstância contribui para o retrocesso no caso do combate à ansiedade.
Além disso, o preconceito social contra pessoas ansiosas, encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Me virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da luta contra a ansiedade, funciona como um forte empecilho na sua minimização.
É notório, portanto, que há entraves à serem resolvidos para minimizar esse revés. Diante de tal viés, faz-se necessário que o governo federal, em parceria com o ministério da saúde, envie para o Congresso Nacional um projeto de lei que garanta a criação de um programa institucional de combate às crises de ansiedade que afetam milhões de pessoas . Tal declaração deve prever uma abordagem de saúde pública específica de atendimento a esse tipo de público, por meio da ampliação de serviços médicos e de triagem psicológica com o objetivo de oferecer um melhor atendimento às pessoas ansiosas.