Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/12/2020
De acordo com o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De mesmo modo, tal anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que o transtorno de ansiedade assola a vida de muitos, uma doença com origens, muitas vezes, social e que precisa ser tratada.
Primeiramente, é importante informar que a ansiedade é caracterizada por uma preocupação intensa, persistente e pelo medo de situações cotidianas. Vale pontuar também que nem sempre a ansiedade é uma doença, em seu estado normal é saudável e inerente ao ser humano. Contudo, segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população, e isso não ocorre no Brasil, devido a falta de atuação das autoridades.
Ademais, é imperativo ressaltar que a excessiva cobrança e situações familiares são os principais fatores a desenvolver esse problema. Partindo desse pressuposto, esses fatores podem gerar uma preocupação constante a ponto de evoluir de uma ansiedade comum, para um quadro mais sério de transtorno, podendo apresentar até mesmo sintomas psicossomáticos. Segundo Freud, a explicação estaria na chamada “cultura do sucesso”, em que o indivíduo sentiria uma necessidade tão grande em obter êxito na vida que esta constante busca acarretaria no transtorno de ansiedade, bem como em outros distúrbios psicológicos.
Sendo assim, é responsabilidade do Ministério da Saúde, o desenvolvimento de políticas públicas para o devido tratamento, com acompanhamento de psicólogos e psiquiatras. E com o objetivo de atingir especialmente o público jovem, que são os principais atingidos por esse transtorno, cabe à escola, com respaldo do Ministério da Educação, a prática educacional por meio de cartilhas, desde que respeitem a laicidade, impedindo que qualquer tipo de crença atrapalhe o diagnóstico e tratamento da doença.