Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 10/12/2020
Pesquisa realizada pela OMS em 2019 demonstra que o Brasil é o país com maior número de pessoas ansiosas, por volta de 18,6 milhões de pessoas. Os dados evidenciam como têm sido desafiador combater essa doença, despertando a atenção do poder público e deixando clara a urgência em tratar dessa enfermidade na sociedade contemporânea. Esse problema ocorre, sobretudo, devido a fatores sociais que precisam de solução urgente.
Convém destacar, a princípio, como o excesso de informações é um fator determinante para que seja difícil combater a ansiedade. Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em sua teoria citada em seu livro “A Sociedade do Cansaço”, as pessoas vivem em uma sociedade que visa exclusivamente o lucro, portanto, estão o tempo todo trabalhando e sempre ocupados. Sob esse viés, podemos perceber que, como a maioria das pessoas está sempre trabalhando, estão também, consequentemente com a cabeça cheia de informações, sempre ocupados, e isso pode acabar causando a desinformação, podendo até se tornar um transtorno mental, ou até a ansiedade.
Vale ressaltar, também, o papel da automedicação no agravamento da problemática em questão. Segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em uma entrevista feita com algumas pessoas, 79% delas, maiores de 16 anos se automedicam, e com essa pesquisa podemos perceber o quão exacerbado é esse uso errado de remédios. Essas pessoas se tratam sozinhas de doenças que nem têm certeza que possuem, e isso pode fazer com que tomem medicamentos errados também, causando outros problemas em suas saúdes, além da ansiedade.
Fica evidente, pois, a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso é imperiosa a ação de empresas privadas. A elas competem, portanto, promover mudanças nos trabalhos de seus funcionários por meio de alterações em sua carga horária. Essa medida deve, para garantir sua efetividade, contar com aspectos como dar aos trabalhadores um tempo maior de descanso, desenvolvendo o descanso de sua cabeça também com a finalidade de que relaxem e não se sobrecarreguem de informações. Aliado a isso, cabe ao Ministério da Saúde promover mudanças nos remédios vendidos a fim de que tenham uma maior informação em suas bulas, pois é difícil fazer com que todos parem de se automedicar, porém é possível que tenham uma informação maior sobre o que estão consumindo. Dessa forma, será construído um caminho de superação para a esse grave entrave social.