Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/12/2020

O programa “Fantástico”, da Rede Globo, lançou um novo quadro chamado “Parada Obrigatória”, no qual expõe várias pessoas que possuem algum tipo de distúrbio mental. Entre tais indivíduos, é apresentada Meire, uma mulher adulta que sofre de Ansiedade. Esta doença está em crescente no mundo todo, mas, principalmente, no Brasil, onde 9,3% da população é diagnosticada como ansiosa, segundo pesquisa da OMS. Há diversos desafios que dificultam o combate ao transtorno, podendo ser de aspectos econômicos e tecnológicos.

Em primeiro lugar, alguns tratamentos para a Ansiedade demandam grandes investimentos, como compras de medicamentos, consultas com psicólogos e psiquiatras, entre outros. Porém, dados divulgados pelo IBGE, no ano de 2019, afirmam que 13,5 milhões de brasileiros vivem em extrema pobreza, ou seja, possuem uma renda de R$151,00 por mês. Sendo assim, pessoas nestas condições seriam incapazes de pagar atendimentos e remédios, tornando o transtorno cada vez mais grave podendo acarretar sérias consequências, como o surgimento de outros distúrbios.

Em segundo lugar, a tecnologia e os aplicativos on-line vem ganhando espaço na sociedade contemporânea, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos, que, de acordo com a OMS, são os mais afetados pela doença. A relação das redes sociais com a Ansiedade se faz de várias formas, como seu uso excessivo, no qual o ansioso entra em extrema preocupação quando não está com seu aparelho, podendo até entrar em crises de pânico. Além disso, a quantidade simultânea de informações que a internet proporciona, principalmente falsas noticias, faz com que haja pensamentos ruins nos indivíduos com o distúrbio, levando-o ao estresse, traumas e até mesmo à depressão.

Portanto, para que os desafios do combate à Ansiedade, na sociedade contemporânea, sejam superados, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com psicólogos e psiquiatras, realize campanhas publicitárias informando as causas, consequências e possíveis tratamentos da doença, nas quais serão transmitidas nos sistemas midiáticos, como televisões, jornais e rádios, a fim de atingir um maior número de indivíduos.  Assim, com um maior investimento, mais pessoas estarão informadas sobre o assunto e menos sofrerão com este distúrbio.