Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/12/2020

A transição para a modernidade do século XXI deixa sequelas em todos os participantes. As chamadas doenças do século são na maioria das vezes, relacionadas ao mental, como a depressão, alimentação descontrolada e a ansiedade. Tal problemática precisa de uma mudança política-social urgente.                                                                                              Primeiramente vale salientar que as faltas de estratégias estatais colaboram para que o quadro de pacientes tenda a crescer. Um bom exemplo para tal fato, é que dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Visto isso, no Brasil, segundo a OMS, temos 18,6 milhões de pacientes com ansiedade, o maior número do mundo.                                             Além disso, é valido ressaltar que no passado, os sintomas dessa doença, como agitação, tremores, suor excessivo e cansaço, eram erroneamente tratados como se fossem um tipo de falta de conexão com deus. Nesse contexto, ao analisar a célebre frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nos dias de hoje, apesar de uma grande elucidação, ainda não conseguimos tratar a doença como deveríamos. Temos enraizado em nossa cultura, que falar sobre nossos problemas e se medicar não é normal, quem toma essa atitude é tido como louco, e por isso grande parte dos pacientes se recusa a ser medicado no tratamento. Na contra mão, existem aqueles que não tenham o conhecimento necessário, e acabam tomando doses que vão atrapalhar o tratamento.

Portanto, fica claro que precisamos de mudanças rápidas para tal problemática. Cabe ao Ministério da Saúde, enviar projetos para o governo federal exigindo uma parcela maior de investimentos para o estudo e tratamento das doenças do século XXI. Por parte parental, as crianças devem ser educadas num ambiente onde possam ter diálogos e tiraram suas dúvidas, assim, diminuindo drasticamente o número de enfermos.