Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/12/2020

Ao longo da história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Dentre eles, destaca-se, devido à sua recorrência hodierna, a questão do transtorno de ansiedade no cotidiano dos brasileiros. A partir de uma análise sobre o assunto, percebe-se que ele está relacionado não só à negligência governamental com o tratamento, mas também à ignorância e falta de informação da população sobre o assunto.

A priori, destaca-se que, foi abordado no propragama Globo Repórter, o caso de uma mãe que ficou meses na fila de atendimento do SUS -Sistema Único de Saúde- em busca de uma consulta com um psiquiátra para sua filha, que tem crises de ansiedade, e, por isso, a impossibilitava de frequentar a escola. Dessa forma, devido à negligência governamental com o tratamento dessa doença -que não tem cura-, o Brasil continua sendo o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS. Assim, sem acesso à saúde pública de qualidade, a realidade de um quarto dos brasileiros, que vivem com quatrocentos reais mensais, não assegura planos de saúde privados, tendo em vista que mal possuem amparo monetário para sobreviver.

Em segundo plano, vale destacar que, segundo o filósofo Platão, mais impotante que a existência é a qualidade dela. Analógicamente, ressalta-se que, nos dias atuais, doenças mentais ainda são um assunto carregado de tabu. Assim, crenças de épocas atrás, quando a medicina estava pouco avançada, são propagadas até hoje. Dessa forma, mitos como de que remédios para o tratamento da ansiedade viciam ou de que a doença é apenas “frescura”, são difundidos, quando na verdade, com o desenvolvimento de estudos sobre saúde mental, sabe-se que, hoje é possível controlar a doença apenas com terapia ou exercícios físicos, por exemplo.

Logo, a partir do ideário supracitado, medidas para combater essa doença precisam ser tomadas. Primordialmente, escolas devem começar a abordar o tema durante debates e reuniões junto aos pais, com médicos e psicológos, com a intenção de ajudar os indivíduos a identificarem os sintomas e onde recorrer ao tratamento, a medida pode ser feita durante aulas interdiciplinares, por exemplo. Em segunda análise, o Governo Federal junto ao Ministério da Saúde precisam disponibilizar mais médicos especializados em saúde mental em hospitais do SUS, a partir de um aumento da verba disponibilizada para essa área, a fim de diminuir as filas para o atendimento. Assim, observar-se-ia uma população mais humana e saudável.