Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/10/2021
Em 1988, Ulysses Guimarães promulgou a Constituição Cidadã e estabeleceu a garantia da saúde e bem-estar para todos. Contudo, o predomínio constante da ansiedade torna a promessa de Ulysses em uma realidade distante do cotidiano atual. Dentre as causas para esse problema, destacam-se fatores biológicos que envolvem crises psicológicas e o despreparo mental. Provoca-se, pois, o descontrole mental e terapêutico, decorrentes dos efeitos colaterais do transtorno. Portanto, medidas devem ser tomadas para que essa situação seja revertida.
Em primeira instância, é necessário identificar as causas desse problema. Resultante da combinação entre a incerteza e medo, a ansiedade é um distúrbio que afeta o estado psicológico, prejudicando mentalmente o indivíduo de qualquer classe, idade ou gênero. Em virtude da sociedade contemporânea, esse transtorno pode se variar através da situação econômica, social ou existencial de um indivíduo, gerando pensamentos excessivos quanto a consequências negativas em todos os aspectos, por exemplo.
A disseminação do distúrbio, no entanto, torna natural o que era considerado incomum. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 12 milhões da população brasileira sofrem com esse distúrbio. Analisando os dados nacionais, é evidente o crescimento exponencial consequente dos modelos sociais adotados pela sociedade moderna que acarretam ao desenvolvimento do distúrbio em um indivíduo, através de sua característica individual. Ademais, torna-se preocupante o uso de remédios para o controle da ansiedade que, em casos de falta de supervisão, podem ser consumidos exageradamente como prática decorrente da ação do impulso desenvolvido pela própria doença.
Em síntese, para que haja a redução da convivência com o transtorno, é necessário que o Ministério da Saúde contribua com a população para lidar com as doenças cotidianas através do atendimento psicológico por Centros de Atenção Psicossociais - lugares destinados ao tratamento da ansiedade e outras doenças psicológicas. Essa iniciativa incentivaria a ajuda médica aos indivíduos que possuem a enfermidade e, finalmente, cumpriria o propósito da Carta Magna de 1988.