Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 08/01/2021

Segundo Zygmunth Bauman, sociólogo polonês,  a sociedade contemporânea passa pela “Modernidade Líquida” no século XXI, tal modernidade apresenta em uma das suas faces o imediatismo como essência da atualidade. Nesse panorama, no Brasil, observa-se que a instabilidade contidas nas relações sociais reflete em uma sociedade demasiadamente ansiosa. Com isso, urge refutar os impasses dessa ansiedade entre os brasileiros, como a cobrança familiar, em simetria com as inverdades associadas ao tratamento da mesma, a fim de proporcionar uma melhoria na saúde mental do país.

Em primeira instância, destaca-se a pressão familiar como fator que desencadeia a ansiedade na sociedade. Segundo a pesquisa apresentada pelo website Mindminers, mais de 80% dos entrevistados afirmam que a relação com algum membro da família provoca elevada ansiedade. Nesse ínterim, pode-se citar que cobranças relacionadas à aquisição de bens materiais, como a compra de um carro; desempenho acadêmico e profissional ganham espaço entre os adolescentes rumo a fase adulta. Essa pressão social acentua os transtornos mentais nos jovens, principalmente quando não conseguem alcançar tais objetivos no tempo planejado. Logo, a exigência familiar deve ser revisada para melhor desempenho psicoemocional dos socialmente pressionados.

Paralelamente a isso, vale salientar que a  desinformação no tratamento da ansiedade atrasa a recuperação de um país ansioso.De acordo com Daniel Martins Barros, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, muitos pacientes resistem aos remédios pela existência de vários mitos, como o vício e a impotência. Com isso, a resistência ao tratamento persiste, pois a população teme os efeitos colaterais, o que dificulta a realização da psicoterapia clínica. Mediante esse cenário, evidencia-se que o esclarecimento sobre a eficácia das drogas farmacêuticas influência no comportamento relacionado a  melhoria do paciente tratado.

Destarte, entende-se que, a ansiedade é fruto da pressão social somada à falta de conhecimento sobre o tratamento do transtorno mental. Assim, urge imperativo que as escolas contornem a pressão social presente na família brasileira, por meio de palestras direcionadas aos responsáveis pelos estudantes, nas quais seja discutido a importância de se evitar a acentuação de ansiedade nos jovens, caso que conduz muitas vezes à depressão, essa discussão tem por finalidade amortecer a cobrança familiar exagerada. Ademais, competem aos profissionais de saúde,  do Programa Saúde da Família, esclarecer o tratamento da ansiedade, por meio da distribuição de pafletos explicativos,a fim de evitar a resistência para a cura. Desse modo, o quadro psicológico nacional será gradativamente equilibrado.