Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 30/12/2020
Inércia é uma lei da física a qual um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento retilíneo e uniforme, a menos que haja uma força externa sobre ele. Desse modo, é notório como a ansiedade mantém o indivíduo em inércia, mantendo em repouso o seu desenvolvimento pessoal. Sendo assim, a ausência da educação em promover o autoconhecimento e os ideias pregados pela mídia contribuem para a problemática.
A priori, deve-se inferir a respeito do atual modelo educacional. O filósofo Grego Pitágoras afirmava: “Eduque as crianças e não será necessário castigar os homens“. Isto posto, fica claro o papel da escola na formação de alunos virtuosos. Entretanto, a atual Grade Comum Curricular foca apenas nos aspectos técnicos das diversas áreas do conhecimento, como: exatas, humanas e biológicas. Deveras, disciplinas que foquem no desenvolvimento interno dos alunos e que promovam seu autoconhecimento são deixadas de lado. Por conseguinte, os alunos conhecem as funções das mitocôndrias, mas desconhecem suas próprias inclinações, tornando-se ansiosos.
Outrossim, os padrões de vida criados funcionam como catalisadores para o problema. Segundo o escritor inglês George Orwell: “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa“. Em vista do referido, é nítido o poder que a mídia detém no controle das ações dos cidadãos. De fato, o ideal de vida inalcançável criado pelos meios de comunicação aliena seus consumidores, ao faze-los acreditar que sucesso na vida significa adequar ela aos moldes criados. Em detrimento disso, surge um modelo fordista de produção de pessoas, que buscam a todo custo padronizar suas vidas aquelas mostradas nas redes.
Diante dos fatos supracitados, é de suma importância reduzir os índices de ansiedade no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação a introdução da disciplina “projeto de vida“ na Grade Comum Curricular, de modo a fornecer a ferramenta necessária aos adolescentes para se autoconhecerem e, assim, identificaram suas vontades e anseios pessoais e a lidar com seus problemas. Além disso, cabe as grandes mídias a realização de campanhas que desmistifiquem a ideia de vida perfeita, a partir da alteração do algoritmo para não lotar o “feed“ com fotos e publicações que promovam esse estilo de vida, a fim de não padronizar o modelo de vida ideal. Só assim os cidadãos sairão da inércia e se moverão em movimento uniforme na direção do progresso pessoal.