Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 07/01/2021
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, divulgou que o Brasil é o país com mais ansiosos do mundo, pois 9,3% dos brasileiros convivem com transtorno. Nesse contexto, constata-se que deve-se solucionar o excesso de positividade e a falta de exercícios físicos, uma vez que esses são desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea.
Primordialmente, é preciso destacar que o excesso de positividade é um desafio a ser solucionado. O “multitasking” é o conceito que caracteriza a sociedade contemporânea: as pessoas realizam atividades de maneira simultânea e as alteram com rapidez, o que gera a sociedade da positividade e do desempenho, assim como coopera com a ansiedade, visto que ao pregar ações positivas e o pensamento de que todas as metas são alcançáveis, os indivíduos tendem a sobrecarregar-se de atividades. Assim, é evidente que o excesso de tarefas, oriundo da positividade, favorece a ansiedade na população.
Em segundo lugar, é imprescindível frisar que a falta de atividade física também precisa ser combatida. Segundo um estudo divulgado pela OMS, em 2018, 47% da população brasileira não prática exercícios físicos, de maneira que favorece a ansiedade, haja vista que durante a movimentação corporal são liberados os neurotransmissores ligados ao humor, a serotonina e a endorfina, o que alivia os sintomas e previne a ansiedade. Dessa forma, é indiscutível que a ausência de exercícios contribui com a doença apresentada.
Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde elaborar um programa de saúde preventiva, de modo a instituir propagandas na TV aberta que informem sobre os impactos do excesso de positividade na ansiedade. Ademais, cabe aos Municípios ampliarem os projetos de incentivo à prática esportiva, através da instalação de mais aparelhos de ginástica nas praças públicas que possibilitem o livre acesso da população às atividades. Desse modo, espera-se que os indivíduos não sobrecarreguem-se de tarefas e pratiquem exercícios físicos, diminuindo, assim, o percentual de brasileiros com o transtorno da ansiedade.