Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra”. Sob a ótica poética de Carlos Drummond de Andrade, tal verso mimetiza os óbices impostos pela vida. Analogamente, encontra-se a questão do alarmante aumento dos índices de ansiedade perante a conjuntura social hodierna, já que a vida de milhões de pessoas é impactada. Assim, torna-se sine qua non discutir sobre os desafios no combate à ansiedade, visto que é um fenômeno atual e crescente, além de prejudicar a saúde mental dos indivíduos.
Certamente, compreende-se que o transtorno de ansiedade é o mal do século sendo, desse modo, uma doença do presente momento em que vive a sociedade moderna. À luz literária, o supracitado faz-se convergente com a obra “Podres de Mimados”, do psiquiatra e escritor inglês Theodor Dalrymple, em que se torna explícito o fato de que o distúrbio é ocasionado, principalmente, pelo imediatismo e pelo culto ao sentimentalismo, ambos fatores característicos da modernidade frenética do século XXI. Dessa forma, nota-se que a ansiedade é um problema crescente.
Nesse contexto, é fulcral enaltecer o fato de que cada vez mais indivíduos são vítimas do transtorno e, por conseguinte, têm sua saúde mental comprometida. Em consonância com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos mais sérios e persistentes acarretam, frequentemente, o início de um estado de depressão, doença a qual é responsável por abalar não somente o modo de vida, mas também a saúde mental. Ainda de acordo com a OMS, cerca de 6% da população brasileira é depressiva em detrimento do agravamento da ansiedade. Sendo assim, é cognoscível a seriedade do distúrbio.
É imprescindível, dessarte, combater o mal da ansiedade. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde criar uma secretaria específica para o problema, capaz de oferecer ajuda e recursos àqueles que são ansiosos através, por exemplo, de programas gratuitos de meditação e conversas acessíveis com psicólogos. Isso é feito por meio de um reajuste de verbas nas Leis de Diretrizes Orçamentárias, a fim de minimizar o impacto e os índices de ansiedade, além de democratizar o acesso à ajuda médica. Logo, a vida de muitas pessoas tornar-se-á livre de pedras.