Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/01/2021
Insegurança. Autoestima baixa. Angústias. Essas são uma das características que configuram uma pessoa com ansiedade. Nesse contexto, na sociedade brasileira, a ansiedade cresce cada vez mais entre os jovens, sendo um desafio para estes a promoção do bem pessoal e social. Cabe analisar, agora, o Estado e a sociedade: como eles lidam com essa questão.
A princípio, o Estado falha em garantir que pessoas com ansiedade sejam prioridade também nos tratamentos públicos de saúde. Visto que esse sentimento é considerado uma doença, sendo capaz de alterar aspectos mentais e comportamentais do indivíduo. Há exemplos dessa negligência estatal, a Unidade Básica de Saúde - UBS - e as escolas dos municípios, nas quais faltam profissionais da área para tratar pacientes com ansiedade. Logo, se o Estado não cumpre o que consta na Contituição Cidadã de 1988 - indivíduo possui direito á saúde - não terá melhorias nesse setor da sociedade.
Além disso, a frieza com que a sociedade lida com esses assuntos contribue para o aumento disso. Segundo o pensamento “liquidismo baumoniano”, de Zygmunt Bauman, o mundo contemporâneo está cada vez mais individualista e não se preocupa com os problemas alheios. Sendo assim, a falta de empatia gera, ainda mais na adolescência, o isolamento dos sentimentos, que pode causar posterior uma depressão. Desse modo, o jovem que expressa ansiedade precisa de atenção familiar e social.
Portanto, a omissão dessas parcelas da sociedade deve ter mais cuidados com os jovens portadores de ansiedade. Para isso, é necessário que o poder Legislativo, órgão responsável por elaborar leis, traga uma proposta de inserir nas escolas e UBS, pedágogos e psicológicos para tratar os jovens com ansiedade, por meio de subsídio do governo federal para remuneração dos profissionais. Com essa medida, terá o fito de amenizar os sintomas e acolher os jovens. E, a família, sobretudo os pais, deve ser instrumentalizada, com palestras administradas por profissionais, a entender as emoções de seus filhos, para dar impôrtancia e conduzir melhor uma crise de ansiedade deles. Assim, a sociedade terá melhorias nessa questão.