Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/01/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6°, é garantido o direito a saúde para todo cidadão brasileiro, no entanto, tal direito ainda não é assegurado completamente. Uma vez que, doenças mentais, assim como a ansiedade, recebem pouca atenção, seja por negligência governamental, como também pelo preconceito e pouco entendimento da sociedade. Diante disso, é necessária uma análise acerca dos desafios encontrados no combate a esses distúrbios.
Em primeiro lugar, é importante destacar como a ineficácia do governo é impulsionadora desse problema. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 19 milhões de brasileiros convivem com a ansiedade. Assim sendo, a falta de profissionais capacitados como piscólogos e psiquiatras, nos centros de saúde, sendo que, nesses locais muitas vezes há apenas um profissional para atender um número muito grande de pacientes, colabora para uma grande demora em se conseguir um atendimento.
Ademais, é fundamental citar a sociedade como perpetuador dessa problemática. Segundo o médico e filósofo Hipócrates, " O homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio". Nesse sentido, o preconceito que a sociedade tem por quem sofre desse mal, aliado ao “tabu” de que, quem faz uso de remédios controlados fica dependente, certamente, vai na contramão para que haja esse equilíbrio no indivíduo que sofre desse transtorno, pois a ansiedade também apresenta sintomas físicos, como batimentos cardiacos acelerados, falta de ar e outros mais.
Portanto, medidas são necessárias para garantir o combate a ansiedade. Para tanto, o Governo, como mantedor do bem estar social, na figura do Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, contrate mais profissionais capacitados na área, como também, construa centros especializados em doenças mentais, com a finalidade de promover um atendimento mais rápido, amplo e digno. Além disso, a sociedade deve acabar com o preconceito e se concientizar da importância de se buscar ajuda e fazer o tratamento correto, e se necessário com o uso da medicação, como em qualquer outra doença, quando houver necessidade. Somente assim, esse desafio será superado na sociedade comtemporânea.