Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 04/05/2021
Sentir ansiedade, em algumas situações, é super normal. Ao contrário do que se imagina, quando não patológica, ela é até benéfica, mas a situação muda quando se trata de trantorno obsessivo compulsivo. O Brasil, hoje, sofre com uma epidemia de ansiedade, podendo esta, acarretar em outros problemas mentais, como a tourette, por exemplo. O tratamento é difícil, pois as pessoas ainda mantem em suas mentes um tabu entorno do uso de medicamentos. Remediar tal problemática é imprescindível.
A priori, vale ressaltar que o excesso de informações diárias pode levar o cérebro a um nível tão grande de exaustão que comprometa a memória e a cognição, estagnando a fluência do intelecto, fato pesquisado e comprovado pela USP (Universidade de São Paulo). Essa exagerada linha de informações, muitas vezes acaba causando a desinformação, e preocupando ainda mais aqueles fragilizados, se tornando um transtorno mental, a ansiedade. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 18,6 milhões de brasileiros, 9,3 da população, convivem com o transtorno. Ressalta-se que há negligência do Governo, visto que milhões de cidadãos estão enfermos e não há iniciativas com o propósito de oferecer suporte à população.
A posteriori, de acordo com o psiquiatra Daniel Barros a ansiedade é como a pressão alta, quando descontrolada, às vezes é para sempre. Ainda existe um tabu muito grande entorno do uso de medicamentos, de acordo com pesquisas feitas pelo Pfizer, cerca de 30% das pessoas que sofrem com o transtorno se recusam a passar pelo tratamento. A dificuldade existe porque há estigmas e pouca compreensão da sociedade dando margem, com frequência, a visões que carregam preconceito. Muitas vezes, o tabu interdita a circulação da informação, o que é importante para evitar novas ocorrências de suicídio, por exemplo.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Saúde disponibilize, mensalmente, psicólogos e neurologistas nas escolas e faculdades, a fim de tornar mais acessível o atendimento e o conhecimento a quem está mais vulnerável. Além disso, é preciso que por meios midiáticos, os profissionais da saúde criem campanhas que encorajem as pessoas a procurarem ajuda, desmistificando os tabus acerca do assunto. A fim de fazer com que os números de pessoas com ansiedade, no Brasil, caia.