Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 06/06/2021

Em 1947, o escritor anglo-americano W.H. Auden escreveu sobre as incertezas de sua época no poema “A era da ansiedade”, que lhe rendeu um prêmio. De fato, talvez chegou-se a esse momento, pois são muitos os desafios para combater tal mal. A OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgou um relatório em que o número de pessoas com transtornos de ansiedade só tem aumentado. Essa situação se deve a dois principais fatores:  os estigmas apresentados pela sociedade e a frieza do estado em amparar os idivíduos mais afetados.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a ansiedade é uma reação natural. No entanto, quando os sintomas se tornam muito intensos e frequentes, passam a afetar negativamente a vida dos indivíduos. Além disso, é possível dizer que, ainda se vive em meio a muitos preconceitos por parte da sociedade. Pacientes do Centro Assistencial de Psicossocial (CAPS) de Vilhena (RO) frequentemente sofrem com tal antipatia por causa de transtornnos dos quais são vítimas. Entretanto, esse estigma deve ser combatido como qualquer outra discriminação e que as pessoas afetadas não temam a opinião dos outros, mas,  sempre busquem ajuda.

Por outro lado, o estado, como entidade  com poder para governar um povo, não oferece os devidos tratamentos para as pessoas com distúrbios, que sofrem preocupações intensas e medo de situações cotidianas. Além disso, a OMS alerta que o país tem mais de 18 milhões de cidadãos convivendo com a ansiedade. Sem dúvida, são dados preocupantes e, ao mesmo tempo, demonstram a pouca preocupação dos representantes maiores para com a população doente que almeja melhora, que suspira por saúde.

Portanto, cabe ao estado, tanto quanto à sociedade, envolver-se nos problemas de saúde mental do país, uma vez que, o mesmo já ocupa o primeiro lugar em se tratando de ansiedade. Desse modo, é dever do estado desenvolver ações com a criação de novos ambientes  para atendimento às pessoas afetadas, haja vista que, os postos de saúde e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ainda são poucos e insuficientes.    Assim, com espaços modernos, gente especializada e treinada para atender à população, serão amenizados os problemas emocionais, haverá menos preconceito e dor. Em suma, uma nação saudável e com vida longa.