Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 28/07/2021

Com a pregressa evolução da tecnologia e, por conseguinte, a maior facilidade na resolução dos problemas humanos, tantos préstimos quanto malefícios foram impostos à sociedade. Dentre os benefícios, se encontra a metamorfose pela qual os meios de transporte passaram: antes, era exponencial a demora para informações e serviços chegarem a um determinado local; no hodierno, entretanto, as informações chegam de forma praticamente instantânea, e as viagens tiveram seus tempos de percurso em muito reduzidos. Apesar de a ideia de celerizar as relações humanas exultar os ouvidos, ela provê aos homens um fardo indesejado: a ansiedade, uma vez que, por conta da necessidade – máxime das gerações ulteriores à década de 1990 – de se obter o desejado de forma veloz, há a incitação da ansiedade gregária. Esta se ampara em dois pilares, tanto a banalização das doenças psicológicas quanto a crise social, e dificulta, de tal maneira, a sua extinção.

Mormente, necessário se faz pontuar que, se vivendo em uma sociedade dinâmica e transitória, as relações sociais são pautadas na rapidez. Assim sendo, a tendência evidenciada para a atual conjuntura da sociedade é a banalização das doenças psicológicas: em virtude da rapidez das relações socias e da dinamicidade dos meios informacionais, os indivíduos passam a se auto diagnosticar ansiosos, tendo como alicerce informações rasas – porque feitas para serem lidos de forma célere – e podem até chegar a se auto remediar, banalizando, dessa forma, todo o processo de estudo de caso usado por profissionais em doenças psiquícas.

Além disso, também é fulcral se pontuar que uma crise social é também uma crise individual. Como elucidara Émile Durkheim, um dos fatos que pode levar os homens ao suicídio é a perda da fé na sociedade, uma vez que, caso ela enfrente uma crise, os indivíduos dela se sentirão perdidos e sem amparo. Dessarte, outro fator que impende o combate à ansiedade é a crise da sociedade brasileira: passando por um período de instabilidade política e de retrocesso econômico, os cidadãos nacionais não possuem boas prospecções boas acerca do futuro, o que os leva à intensificação de suas ansiedades.

Portanto, deve-se concluir que existem desafios no combate à ansiedade, e eles estão acima pontuados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, efetivar, por meio de investimentos monetários, o funcionamento dos centros públicos de atendimento ao paciente com doenças mentais, com o fim de solucionar tanto o problema do auto diagnóstico quanto prevenir que mais doenças sejam urdidas em função da atual conjuntura do país.