Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 01/09/2021

As doenças mentais são o mal do século XXI, dentre elas a ansiedade, a depressão e a bipolaridade, entre outros. Nesse âmbito, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea requerem especial atenção. Acerca dessa problemática multifatorial, cabe destacar a desatenção do Estado ao não se ater à prevenção das doenças psicológicas, bem como a hiperconectividade e seus intempéries.

Primeiramente, nota-se o despreparo do Estado no combate a esse tipo de doença incapacitante. Prova-se isso ao evidenciar um dado da OMS (organização mundial de saúde) no qual aponta que o Brasil é o país com maior índice de quadros de ansiedade do mundo. Assim, esse fato denuncia a negligência governamental para com o combate à ansiedade na contemporaneidade. Isso acontece, pois, as medidas de saúde tomadas pelo Estado estão pautadas, majoritariamente, na assistência de acidentes que já aconteceram, medidas paliativas, ao invés de exaltar à saúde preventiva, que busca evitar que esse tipo de doença aconteça. Dessa forma, sem a saúde preventiva no âmbito psicológico, o Brasil assume o país mais doente no mundo quando se trata de ansiedade.

Outrossim, o mundo hiperconectado ascende particularidades prejudiciais ao psicológico humano. Em vista disso, no ano de 2019, o Instagram, principal rede social para postagem de fotos, tirou do seu sistema a exposição da quantidade de “likes” recebidos por foto, o principal objetivo dessa mudança foi preservar a saúde mental dos usuários, de acordo com o próprio Instagram. Nesse viés, o “feed-back” das postagens em redes sociais é a interpretação e a quantificação da relevância do usuário para o coletivo, logo, os “likes” se tornam o meio de avaliação do que é exposto nas redes sociais. Dessa forma, o núcleo da ansiedade, nesse âmbito, vem do medo da falta de aceitação e marginalização dos usuários que devido às redes sociais têm alcance mundial.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Assim, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- a revisão dos investimentos entre os setores da saúde, de modo a liberar mais verba e atenção à medidas preventivas, com o fito de diminuir a incidência de todos os tipos de doenças no Brasil. Ademais, cabe às escolas- agente formador de valores- educar as crianças acerca de como se portar diante de possíveis problemas criadas com as redes sociais, por meio de matérias transversais, debates e seminários, com a finalidade diminuir a incidência de problemas psicológicos hodiernos e tentar combater o mal do século.