Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/09/2021
Segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo tende a permanecer em inércia quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne aos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, que segue sem uma intervenção efetiva. Nesse contexto, vê-se que o problema está arraigado no país, seja por falta de debate, seja pela lenta mudança da mentalidade social.
Primordialmente, é mister atentar para a falta de debate presente na questão. Sob esse viés, Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno do combate à ansiedade, que tem sido silenciado pelo governo ao não disponibilizar ferramentas para o esclarecimento da problemática, provocando uma falta de conhecimento na sociedade, pois, conforme Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento de mundo, e isso mostra a complexidade da situação.
Convém ressaltar, ademais, que a lenta mudança da mentalidade social é um dos fatores determinantes para a persitência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, nota-se que a questão da ansiedade na sociedade contemporânea é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo. Por conseguinte, se a pessoa cresce inserida em um contexto social preconceituoso, ela tende a apresentar o mesmo comportamento, e isso está em consonância com o que é visto no Brasil atualmente. Destarte, urge a necessidade de atitudes para a mudança desse grave cenário.
São essenciais, portanto, medidas operantes para a reversão dos problemas discutidos. Dessa forma, as escolas, juntamente comas prefeituras, devem disponibilizar espaços para rodas de conversa e debates sobre o combate à ansiedade, no ambiente escolar. Tais eventos devem ser realizados no período extraclasse, contando com a presença do corpo escolar, vítimas e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais encontros devem ser abertos à comunidade em geral, a fim de que a população interaja e discuta a necessidade de mitigar esses desafios, visando ser uma sociedade baseada na Constituição.