Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 27/09/2021

Segundo o IBGE, no ano de 2020 no que diz respeito ao setor do Brasil, foi possível observar uma taxa de 80% da população como tendo problemas de ansiedade. Tal dado reflete também a influência que a pandemia do novo coronavírus teve ao fazer diversas pessoas apresentarem problemas psiquiátricos, que até então já era uma estatística elevada. Nesse cenário, é necessária uma análise acerca dos prejuízos advindos desse transtorno bem como o uso excessivo dos meios tecnológicos e a exagerada carga horária de funções como impulsionadores do problema.

No que se refere aos prejuízos, cujos são consequências para aqueles que possuem ansiedade, podem se apresentar de diversas maneiras, uma vez que o indivíduo precisa lidar com situações de preocupação excessiva, insegurança, dificuldades para dormir ou comer, medos, inquietação. Como prova disso, George Bernard Shaw afirmava que: “A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito”, ou seja, o ansioso se vê encurralado nessa situação, sem conseguir se manter livre das inquietudes diversas que lhes são causadas.

Ademais, tal problemática pode estar ligada à questões diárias, como o intenso contato com o âmbito digital que se torna fator desencadeante para a ansiedade pelo fato de lidar com muitas informações e situações por outro lado há a forte cobrança por parte de funções que dizem respeito à sua vida pessoal, estudantil ou profissional, causando uma sobrecarga no quantitativo de atividades e dados. Para comprovar tal fato, existe o livro “A sociedade do cansaço” do autor Byung-Chul Han, que tem sua narração voltada para medidas que devem ser tomadas em prol da disseminação dos impactos atribuídos pela ansiedade. Por isso, é essencial saber moldar o uso desses meios para que haja o bom funcionamento da saúde mental.

É mister, portanto, agir para diminuir as dificuldades sofridas por tais indivíduos. Assim, urge ao Ministério da Saúde investir em medicamentos especializados para cada caso junto com o acompanhamento de profissionais em nome de psicólogos e psiquiatras por meio de parcerias com a Secretaria de Saúde para que tais recursos sejam disponibilizados de maneira eficiente e gratuita para todos. Além disso, a mídia pode criar campanhas com o propósito de divulgar cuidados que caso sejam seguidos da maneira correta possam ajudar o combate à ansiedade, com o fito de que a vivência seja facilitada. Com isso, as dificuldades sofridas não só pela própria pessoa em questão mas também por aqueles que estão ao seu redor, seja a família, amigos ou a sociedade em modo geral, serão minimizadas.