Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 07/10/2021

A ansiedade, embora um assunto muito falado, ainda é pouco aprofundado, visto que tamanha superficialidade gera ainda mais ignorância a cerca do tema. Nesse panorama, a sociedade moderna com todos os seus avanços tornou-se um fator de ‘‘gatilho’’, pela qual o fácil acesso a comunicação lança sobre o indivíduo um ‘‘bombardeio de informação’’ que causa uma contaminação mental. Diante disso, os fatores que perpetuam ainda mais esse problema estão ligados ao tabu e ao consumo desmasiado das redes sociais.

Em primeira análise, é perpetível o quanto falar sobre doenças psiquícas suscita um receio provocado, infelizmente, pelo tabu na procura de profissionais da área. Por essa razão, o patrono da educação, Paulo freire, diz a respeito da importância do conhecimento como ponto principal para a elucidez do pensamento humano, já que, a ignorância limita o ser em si conduzir a autorreflexão. Nesse contexto, sem a educação o autocuidado é negligênciado devido a tal pensamento errôneo  que considera situações de desgaste mentel como ‘‘frescura’’ ou pouco abalável dada pela leiguice do assunto.

Ademais, o uso desmasiado do meio virtual tem uma forte influência na intensificação de problemas emocionais, uma vez que, as redes sociais são cheias de informações e padrões de vidas inatingíveis. Desse modo, ao passar horas rolando a tela do celular, trazendo à realidade muitos conteúdos e comparações utópicas desencadeia pensamentos tóxicos e sofrimentos antecipados. Nessa óptica, o psiquiatra, Augusto Cury, afirma que pensar com consciência crítica é positivo, porém, pensar demais, sem gerenciamento, é uma bomba contra a saúde emocional.

Por fim, é essencial uma boa proposta para amenizar a problemática do assunto discutido. Sendo assim, o Ministério da Educação deve proporcionar medidas eficientes para enlucidar o tema de forma objetiva, por meio de palestras com psicológos e psiquiatras nas escolas- lugar de maior adesão ao conhecimento- com o objetivo de ensinar aos alunos a reconhecer sinais de esgotamento emocional dados por sintomas físicos, como também evitar ou reduzir fatores que impulsionam esse impasse, a fim de formar uma geração mais responsável com sua própria saúde mental e sem preconceitos no que diz respeito a procura de profissionais psiquícos. Assim, formará uma geração condizente ao que Paulo Freire acreditava.