Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 20/11/2021
A rotina cada vez mais cheias de atividades a serem realizados ao longo do dia tem comprometido cada vez mais a saúde mental. A necessidade de se cumprir prazos levou as pessoas a preocupação de como será seu dia seguinte, sendo acompanhado principalmente de preocupações e nervosismo. Desse modo, quadros de ansiedade tendem a se tornar comuns perante situações cotidianas como a insegurança econômica ou mudanças bruscas de hábitos, e pessoas com a saúde mental fragilizada são normalmente resistentes a procura por ajuda especializada.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o cotidiano atarefado e as incertezas em relação ao futuro quanto ao desemprego estrutural no Brasil são fatores que comprometem a saúde mental. Isso porque, o imediatismo e a submissão a prazos de diversas tarefas favorecem situações de estresse, e a insegurança econômica brasileira acomete pessoas que se veem preocupadas com uma possível demissão ou a possibilidade de não conseguirem renda para sua manuntenção, comprometendo seu desenvolvimento no trabalho. Logo, a manuntenção dessa situação que impacta, além da saúde individual, o desenvolvimento econômico do país pela perda de trabalhadores eficientes.
Em segundo lugar, vale salientar que o preconceito com os tratamentos envolvendo a saúde mental são fatores limitadores no controle da ansiedade como doença. Tal comportamento vai em oposição com o filosófo Hipócrates, que exponhe que o homem saudável é aquele que mantém em equilibrio o estado físico e mental. Mesmo antes dos avanços nas pesquisas científicas e na medicina, Hipócrates já notava alterações na saúde física quando um indivíduo apresenta pertubações em sua mente. Constata-se, assim, que combater a desinformação e promover o tratamento da ansiedade como algo inóxio é crucial para o seu controle enquanto doença impossibilitante.
Portanto, são necessárias a tomada de medidas que combatam essas problemáticas. Para tanto, cabe ao Ministério das Comunicações, por meio de recursos liberados pelo Secom, promover a produção de cartilhas virtuais e curta-metragens que orientem a população a tirar alguns minutos do dia para aproveitar algum tempo junto a natureza a fim de reduzir o estresse, e apresentar melhor desempenho durante o trabalho, assim como proposto pelos autores arcadistas que viam na natureza um local para se alcançar a paz. Ademais, também lhe cabe a promoção da saúde mental como algo essencial para o tratamento por meio de propagandas veiculadas em canais televisivos, apresentando os principais sintomas associados a ansiedade como um distúrbio, e estimulando a visita a um psiquiatra para o tratamento adequado. Tal propostas tem por objetivo contruir um país mais saudável tanto fisicamente quanto mentalmente como proposto por Hipócrates no século V a.C..