Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/11/2021

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude e o desespero refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que os desafios para o combate à ansiedade na sociedade contemporânea, é amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam o medo do desconhecido tratamento por medicação e a negligência governamental.

A princípio, é imperioso notar que o país do carnaval e do futebol agora também é o país dos ansiosos. Relatório divulgado em fevereiro pela Organização Mundial da Saúde(OMS), sobre depressão e distúrbios de ansiedade colocou o Brasil com o maior percentual de pessoas que sofrem com a doença, um número três vezes maior que a média mundial registrada no documento, em 2015. Diante de tal exposto, é necessário lembrar que um dos maiores obstáculos para a solução do problema é o medo de quem sofre com os misticos efeitos colaterais absurdos, os quais os ansiosos acreditam agravar a situação.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a negligência governamental como outro fator que contribui para o problemático cenário. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Baumam, que os descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica devido a baixa atuação das autoridades, se torna quase impossivel de haver uma solução, já que um dos príncipais motivos da desenvoltura do transtorno é justamente a preocupação do povo, a alta exigência, para sobreviver em um país tão problemático no quisito ECONOMIA. Nessa persperctiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polônes e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Portanto, são necessarias, medidas capazes de mitigar a preocupação com os efeitos colaterais opostos, para as pessoas que se encontram nesse quadro de transtorno. Dessarte, a fim de tratá-los, assim é preciso que o governo e medicos especialistas, promovam campanhas incentivadoras, mestigando os alguns efeitos colaterais inexistentes , para que os doentes possam sentir segurança ao se tratar. Espera-se assim que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.