Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/01/2022

O artigo 5º, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão do aumento de casos de ansiedade na sociedade atual, o que, além de grave, torna-se um problema institucional. Nesse contexto, torna-se evidente como causas à falta de conhecimento, bem como à falta de investimento.

A princípio, a deficiência na educação caracteriza-se como um dificultador. Nesse sentido, o filósofo Shopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre o transtorno de ansiedade ou doenças psíquicas, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de investimento. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos seus últimos 50 anos. Dessa forma, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da insuficiência de capital, é preciso investimento massivo. Como existe uma falha financeira no que tange o caso, sua eliminação tem sido complicada.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Contudo, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los para áreas da saúde que mais necessitam, assim como a psiquiatria em Unidades de Pronto Atendimento e Hospitais. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes orgãos podem criar consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte questões que precisam ser resolvidos com urgência. Dessa maneira, o Brasil poderá superar as doenças psicológicas no país.