Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/02/2022
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma pedra morro a cima. Chegando ao topo era vencido pela exaustão e a pedra retornava a base. Hodiernamente, esse mito se assemelha a luta cotidiana da sociedade contra a
grave e crescente doenças do século XXI. Desse modo, torna-se passível de discussão essa problemática bem como suas implicações.
Em primeiro plano, evidencia-se a ineficácia de políticas públicas.Essa logica é comprovada pelo papel passivo que o governo exerce na administração do país, mesmo com projetos como o “setembro amarelo”, não é suficiente para uma mudança significativa no quadro atual. Segundo a OMS cerca de 20 milhões de brasileiros possui algum transtorno mental. Diante disso, cabe ao Estado priorizar seus recursos para reverter a problemática atual.
Outrossim, é valido destacar o papel dos grandes centros urbanos como uma das causas desse problema. Desde a Revoluçõe Industrial as cidades eram centros desorganizados, e muitas delas continuam semelhantes nos dias atuais. Uma pesquisa do IPq-HCFMUSP revela que mais de 40% da população de São Paulo já passou por depressão ou ansiedade grave, o estresse contínuo da vida urbana e estressantes trabalhos se torna um fator de risco para o desenvolvimento de doenças mentais. Posto isso é substancial a mudança desse cenário.
Portanto, é evidente que os transtornos mentais são preocupantes e merecem a devida relevância. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas, como a contratação de mais psicologo nas UPAS bem como, a aceitação de empresas tranformarem seus espaços em centros mais acolhedores, de modo a diminuir o estresse e consequentemente os casos de ansiedade, e com isso haverá cada vez menos lutadores contra esse transtorno mental.