Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 21/03/2022
Na Antiguidade Clássica, Aristóteles defendia que o indivíduo detém uma característica fundamental a manutenção da humanidade: a capacidade de viver em harmonia. Todavia, os brasileiros estão distantes da civilidade pregada pelo filósofo, haja vista a perpetuação da ansiedade na sociedade contemporânea. Com efeito, pressupõe que se combatam não só a carência informacional acerca do tema, mas também a esmagadora pressão psicológica depositada na população brasileira.
Em primeira análise, convém ressaltar a falta de informação como uma das raízes do problema. Segundo o filósofo Platão, a associação entre saúde física e mental é imprescindível para a manutenção da integridade humana. Sob essa ótica, torna-se evidente o quanto é importante a disseminação de informações sobre a ansiedade no país, para que pessoas que não saibam que possuem tal transtorno possam procurar diagnóstico e ajuda profissinal, a fim de se tratarem da maneira correta.
Outrossim, verifica-se a inoperância estatal no que concerne a pressão psicológica direcionada ao indivíduo que ainda não “supriu” as expectativas ideológicas enraízadas na sociedade. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Nesse contexto, qualquer indício de atraso ou insucesso em algum âmbito da vida, como, não passar no vestibular ou não conseguir estabilidade financeira cedo, acarreta ainda mais ansiedade na ser humano. Logo, é preciso que o governo tome providências a respeito dessa ideologia lástimavel que afeta tantas pessoas.
Portanto, faz-se necessário que a mídia crie palestras, por meio de decretos, que visem espalhar notícias - sintomas, profissional responsável pelo tratamento e etc- a respeito do transtorno de ansiedade, com o intuito de atingir a massa populacional que não sabe que possui tal transtorno, levando, assim, essa população a ser diagnosticada e devidamente tratada. Ademais, é fundamental que os órgãos responsáveis criem políticas públicas, através de votação no parlamento, que tenham como objetivo desmistificar a crença de que é necessário ter tudo sob controle, pois, caso o indivíduo não tenha, ele está errado. Dessa maneira, a civilidade pregada por Aristóteles poderá se consolidar.