Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 08/04/2022
No filme brasileiro ‘‘Depois a louca sou eu’’, a protagonista Dani tenta realizar seus afazeres esquivando-se das constantes crises de ansiedade, que durante a trama dificultam diversas áreas de sua vida, inclusive a profissonal. Fora da ficção, a realidade da população brasileira reflete um cenário semelhante ao longa, desencadeando diversos desafios para o combate desse transtorno, tais como a economia estressante brasileira, e a negligência estatal perante a saúde pública.
Em primeira análise, é inegável afirmar que o sistema econômico mundial capitalista prega um ideal meritocrático utópico quando abordado dentre as condições econômicas brasileiras, visto que o Brasil é o segundo pior em mobilidade social, de acordo com o site jornalístico BBC news. Desta maneira, a busca incansável por um retorno financeiro cada vez mais ganancioso, condiciona as pessoas a produzirem como robôs em busca do sucesso, afetando diretamente a saúde mental dos brasileiros, que sem apoio governamental atuam como peões dos donos dos meios de produção, a elite do brasil.
Em segunda análise, e em validação do fato anterior, um estudo realizado pela empresa de software ‘‘MindMiners’’ afirma que os principais gatilhos da ansiedade no país são violência, crise financeira, desemprego e corrupção, ou seja, a economia em crise e a necessidade de ascensão social pressionam cada vez mais os brasileiros que se veêm desemparados. Isto evidencia diretamente a situação precária da saúde pública atual, que mostra-se incapaz de lidar com um problema tão grave e antigo que assombra o país hà mais de 15 anos, afirma a Organização Mundial de Saúde.
Portanto, os desafios no combate à ansiedade no Brasil, tem como principal agente os Ministérios da Saúde e da Economia, que em conjunto com o Estado devem tratar a população, por meio de oportunidades de emprego à população pobre, qualificação de novos profissionais, cartilhas de consciêntização dos riscos da ansiedade, e disponibilidade de profissionais públicos qualificados para o tratamento deste transtorno, a fim de prestar o apoio necessário para os ansiosos, para que pessoas como a Dani não sejam desamparadas, e o Brasil deixe de ser um país doente.