Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 10/09/2022

O século XXI é marcado por um estilo de vida corrido e estressante, em que os habitantes das cidades brasileiras são diariamente cobrados por eficiência e produtividade seja nas escolas ou nas empresas. Por isso, ocorreu uma explosão no número de casos das doenças mentais no Brasil, tornando-o o país mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Apesar do aumento da incidência dessa enfermidade, existe, na sociedade brasileira, um enorme estigma e banalização associado aos distúrbios psicológicos que precisa ser urgentemente combatido.

A partir disso, cabe pautar a falta de mobilização do corpo civil como a principal causa do revés. Depreende-se que, na obra “Os Bruzundangas”, o pré-modernista Lima Barreto já expunha que a ausência das garantias constitucionais estava no âmago das problemáticas daquela nação. Sob essa ótica, sua tentativa de criar um país fictício com os mesmos entraves do Brasil é ratificada, sobretudo no que tange ao precário engajamento estatal para com transtorno mentais, uma vez que a saúde é um direito previsto na Constituição Cidadã e tal cláusula não é garantida de forma efetiva.

Ademais, é necessário pontuar que a falta de informação acerca de doenças mentais precisa ser superada. A esse respeito, o jornalista André Trigueiro, em seu livro “Viver é a Melhor Opção”, afirma que parte expressiva dos cidadãos portadores de alguma disfunção mental possui dificuldade em viver de forma saudável devido à falta de conhecimento sobre sua condição. Sob essa perspectiva, constata-se que grande parte dos brasileiros desconhece a diferença entre tristeza e depressão ou ansiedade e estresse, tal como denunciado por Andé Trigueiro.

Diante desse cenário, faz-se urgente a implantação de medidas públicas para alterar esse panorama. Para isso, cabe ao Tribunal de Contas da União o estímulo ao tratamento, por meio do maior repasse de verbas aos postos de saúde, as quais serão destinadas para realização de campanhas, em todo decorrer dos anos, que abordem como tema principal a necessidade do combate às doenças mentais. Assim a sociedade e o Poder Público serão mais promissores no combate à ansiedade.