Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 10/10/2022
Segundo Émile Durkeim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, observa- se que um ambiente patológico em crise rompe toda a harmonia social, visto que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo. Infelizmente, no Brasil, existem diversas dessas situações de disfunção, dentre elas, a ansiedade na socidade contemporânea. Faz- se, então, pertinente debater acerca de tal assunto, considerando a inoperância estatal e sua consequência.
De início, há de se constatar a ineficaz ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende o dever do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades brasileiras, contudo, vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação aos perceptíveis motivadores dos transtornos psicológicos de significativo grupo da população, como a violência, a crise econômica e desemprego, além de, principalmente, a falta de acesso ao conhecimento e tratamento desses distúrbios.
Em segundo plano, conforme Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder o governo dispôi-se à obrigação de operar e ter como objetivo o bem universal. Nesse sentido, o Estado rompe essa máxima, à medida que é considerado, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o que tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo, sendo quase 10% da população. Diante de tal exposto, muitas pessoas passam a apresentar sintomas como dificuldade de concentração, cansaço, tensão muscular, irritabilidade, sono agitado, entre outros, prejudicando sua qualidade de vida e produtividade no trabalho.
Portanto, urge a alteração estrutural para que a mácula seja resolvida. Assim, cabe ao governo federal, na figura do Ministério da Saúde, proporcionar clínicas psiquiátricas gratuitas a fim de diminuir criticamente a porcentagem de pessoas com ansiedade no país. Tal programa deve ser custeado e aprovado pela Corte de Contas de cada estado, para entrar em vigor por meio da abertura de concursos públicos que determinarão quais psicólogos serão selecionados. Por conseguinte, o elemento patológico, que prevê o sociólogo Émile Durkeim, seria resolvido.