Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 21/10/2022
A Grécia Antiga é o contexto inicial para o desenvolvimento de inúmeros con-ceitos pesquisados na atualidade. À vista disso, o impacto das bases anteriores é i-negável, tendo sido fonte para os ideais atuais. Como exemplo, a busca por equilí-brio, em diversas facetas da vida, é ponto chave para um cotidiano harmônico. To-davia, a constante modificação das relações humanas criaram novas problemáticas relacionadas a procura por uma perfeição abstrata, formando uma sociedade afli-ta. Por consequência, a rapidez contemporânea e a negligência são desafios para o combate da ansiedade presente no corpo social, mazela essa que urge intervenção.
Em primeiro plano, a alteração temporal é fenômeno pilar para a modificação comportamental da sociedade. Assim sendo, de acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade é líquida, ou seja, as relações são superficiais e o tempo aparenta ser mais escasso. Tendo em vista que, a configuração trabalhista vigente produz dias iguais, além de idealizar o sacrifício pessoal em virtude de um sucesso passageiro, a angustia moderna chega em níveis extremos por conta da pressão constante do meio social. Dessa maneira, a ansiedade é deriva de uma realidade capitalista que valoriza a vida material em detrimento do homem.
Como segunda parcela, as leis apresentam desvios de execução. Em concordân-cia com a obra “O Cidadão de Papel”, escrita pelo brasileiro Gilberto Dimenstein, o Brasil possui uma gama de legislações que protegem os cidadãos, porém são ape-nas documentos não efetivados na prática. Sabendo que, na Magna Carta é assegu-rado o direito individual ao acesso a saúde, o Poder Público falha ao negligenciar aqueles que possuem doenças mentais. Consequentemente, a elevada taxa de pes-soas com problemas, tal qual a ansiedade, ascende à números alarmantes, trans-formando a dificuldade de conter a problemática em algo muito maior.
Em síntese, o combate a ansiedade é uma mazela atual. Sendo assim, o Ministé-rio da Educação deve introduzir palestras no meio escolar, objetivando disseminar a importância de entender a individualidade em meio ao coletivo. Em adição, o Mi-nistério da Saúde precisa criar novos centros de atendimento psicológico para a população, a fim de tornar a saúde mental algo tão reconhecido quanto o cuidado físico. Concluindo, o Estado tem influência na preservação mental da população.