Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 01/11/2022

Byung Chul-Han, expoente sociólogo contemporâneo, escreveu em sua obra “Sociedade do Cansaço” que a modernindade sufoca o indivíduo com o excesso de produtividade e a positividade tóxica. Sob essa óptica, é visível que a ansiedade é um mal emergente que deve ser combatido, principalmente no que tange ao uso abusivo de tecnologias como a internet, e ao tabu sobre tratamentos psiquiátricos que perduram no pensamento social brasileiro.

Destaca-se, a princípio, que o mundo online tem sido o grande causador de diversos transtonos mentais como a ansiedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o brasileiro passa cerca de 5,6 horas diárias conectado à internet, de maneira que tal hábito cria dependência como a nomofobia (medo de ficar longe de um smartphone ou computador). Tal transtorno possui como sintoma a ansiedade e a depressão, de modo que corrobora a emergência de um controle saudável das tecnologias no dia a dia.

Ressalta-se, ademais, que existe um tabu sobre o diagnóstico e o tratamento da ansiedade e outras doenças mentais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, uma em cada cinco pessoas cuida da saúde mental ativamente. Tal dado exemplifica que o indivíduo bombardeado diariamente com trabalho, estudos e notícias, não busca auxílio médico preventivo caso haja possibilidade de desenvolver algum transtorno, o que subnotifica casos e impede uma intervenção mais efetiva dos órgão de saúde competentes.

Depreende-se, portanto, que a ansiedade deve ser combatida na sociedade contemporânea, de modo que as escolas promovam aulas e palestras sobre a conscientização do uso saudável das tecnologias digitais, e como esses meios podem prejudicar a saúde mental do indivíduo, no intuito de prevenir que jovens e adultos desenvolvam transtornos ligados ao abuso de smartphones e computadores. É importante também, que o Ministério da Saúde em parceria com empresas públicas e privadas, promovam mutirões de conscientização por meio do atendimento médico psiquiátrico gratuito, com o objetivo de mitigar o avanço de casos de ansiedade e quebrar o tabu sobre tratamentos mentais.