Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/11/2022
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todo ser humano tem o direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe saúde e bem-estar, tanto físico quanto mental. Contudo, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea impedem que esse direito se concretize plenamente. Dessa forma, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a omissão do Estado e o descaso familiar.
Nessa conjuntura, é fulcral pontuar a atuação estatal precária no apoio aos que sofrem dessa mazela. Nesse sentido, na visão do filósofo Karl Marx, o governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os interesses comuns de toda burguesia. Analisando o pensamento, nota-se que não há interesse, por parte das autoridades governamentais, na resolução do problema, visto que, segundo dados do IBGE (Instituto brasileiro de geografia e estatística), o número de suicídios causados por doenças mentais aumentou significativamente nos últimos anos. Logo, é urgente que o Estado reavalie a sua postura.
Ademais, é imperativo ressaltar a indiferença familiar como agravante da problemática. Sob essa ótica, de acordo com o Manual de Psiquiatria Clínica, a atuação da família na compreensão de fenômenos psicológicos é essencial para a sua resolução. Assim, infere-se que, da mesma forma, é necessário apoio domiciliar aos que sofrem de ansiedade. Entretanto, a estigmatização das doenças psicológicas é notável na sociedade atual, fazendo com que não haja reconhecimento dos sofrimentos do indivíduo pela sua família e amigos. Por conseguinte, ele se isola cada vez mais do contato social, agravando a sua doença e desenvolvendo outros transtornos mentais, como, por exemplo, a depressão.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Dessarte, faz-se necessário que o Ministério da Saúde (MS), por meio de verbas governamentais, alie-se às famílias e crie programas, nas escolas e centros culturais, visando a compreensão e desestigmatização dos transtornos mentais, contando com psicólogos especializados no assunto. Com essas medidas concretas, objetiva-se liquidar, efetivamente, os desafios no combate à ansiedade.