Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 28/01/2023

A Constituição Federal de 1988, assegura a todos os indivíduos o direito à saúde bem como ao bem-estar social. Conquanto, a questão do aumento de casos relacionados a ansiedade no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Isso de da não só pela falta de investimentos governamentais, como também pelo descaso da população com quem sofre com esse distúrbio. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Primordialmente, vale destacar que a carência de medidas governamentais no que se refere à ansiedade aumentou mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia, por consequência aumentaram os casos de suicídios. A preocupação e incerteza acerca da segurança, saúde e alimentação corroboram para esse problema. Nesse sentido, é de urgência necessidade um olhar mais apurado por parte dos governantes para esses cidadãos.

Ademais, outro fator a ser pontuado é a falta de empatia da sociedade com essas pessoas. A alta procura por psicólogos demonstra o quanto nossa sociedade carece desse cuidado. Sob tal ótica, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, definiu a sociedade atual como “Modernidade líquida”, onde as relações não são feitas para durar, são rápidas, deixando de existir aquele afeto e cuidado com o próximo. Ou seja, isso só enfatiza o quão importante é a comunicação e o convívio em sociedade para uma saúde mental saudável.

Sendo assim, portanto, o Poder Legislativo, por intermédio de incentivos monetários, deve criar um projeto que vise dar todo suporte para os cidadãos que sofram ou tenham indícios desse distúrbio. O projeto, cujo nome seria “Escutar para acreditar”, forneceria de forma gratuita acompanhamento médico e todo os medicamentos necessários para indivíduos que sofrem desse mal; além de criar palestras que seriam realizadas em instituições escolares e em praças públicas, a fim de concientizar as pessoas a cerca dessa doença e das medidas a serem tomadas par ajudar ao próximo. Só assim a lei prevista na Constituição de 1988 poderá ser cumprida.