Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/03/2023

A obra ‘‘Ansiedade’’ escrita pelo médico Augusto Cury descreve o transtorno da ansiedade como o ‘‘mal do século’’, que é um estado emocional comum a todo ser humano, mas quando em excesso faz mal para a saúde. Fora das páginas, esse problema é presente na sociedade contemporânea. Nessa conjuntura, isso acontece não apenas devido a falta de ações governamentais para diminuir a recorrência dessa mazela, mas também devido a escassez de debates em meios de comunicação sobre o empecilho.

Nesse cenário, um dos propulsores para o problema da ansiedade é a carência de medidas Estatais eficientes. Nessa lógica, o filósofo John Locke defende a teoria do Contrato Social em que o governo tem a obrigação de garantir o bem-estar de todos. Paralelamente a essa ideia, enquanto o transtorno da ansiedade estiver presente na população, o contrato de Locke é quebrado. Dessa forma, sem atitudes governamentais satisfatórias, segundo a OMS, quase 10 por cento da população sofre com a doença.

Outrossim, a falta de exposição do problema da ansiedade nas mídias contribui para a persistência da doença. Assim, de acordo com a filósofa Djamila Ribeiro é necessário tirar um problema da invisibilidade para ,assim, solucioná-lo. Por isso, a escasses de debates em meios de comunicação sobre a ansiedade e como trata-lá impossibilita a resolução da epidemia. Pois, enquanto houver falta de informações sobre um empecilho, esse continuará presente no país.

Portanto, o Ministério da Educação- órgão responsável pela educação no país- deve adicionar à grade curricular estudantil aulas que abordem o tratamento do transtorno da ansiedade e expor o máximo de informações sobre o tema. Nesse viés, essa ação será oficializada por meio de um projeto de leis entregue à Câmara dos Deputados. Além disso, os influenciadores digitais devem publicar nas plataformas digitais os sintomas e tratamento da mazela. Somente assim, ‘‘o mal do século’’ deixará de ser presente no Brasil.