Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/06/2023

No filme “Coringa” é retratada a história de Arthur Fleck, um homem que é isolado, e desconsiderado pela sociedade, portador de doenças mentais, apresentando como situações de seu cotidiano impactaram para o agravamento de sua saúde mental, acarretando em uma grave marginalização do protagonista.De modo análogo ao exposto, isto vem sendo a realidade de muitos brasileiros, que impulsionados pela desigualdade social, e pelo precário investimento estatal do país nessa parte da saúde, acabam sendo privatizados de receber um tratamento indicado, garantido de forma utópica na Constituição, para o seu bem-estar.

Em primeira ánalise, a desigualdade social é uma causa latente para o problema. Segundo o filósofo Karl Marx ‘’A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes.", as pessoas sem recursos acabam desenvolvendo problemas de autoestima e complexo de inferioridade em virtude da invisibilidade social a que são submetidos, sendo isto um dos principais fatores de risco para muitos transtornos mentais comuns, que estão fortemente associados á desigualdade econômica de um país, o que influência diretamente na saúde mental de seus cidadãos, e favorece o aumento de transtornos mentais contribuindo para criar uma sociedade ansiosa, estressada e frágil.

Além disso, o problema permanece no país devido a precarização dos investimentos estatais nessa parte da saúde.Nessa conjuntura, faz-se essencial observar a sociedade brasileira pelas lentes do sociólogo Z. Baumam. Segundo o autor, os dias atuais são marcados pela fragilização das instituições sociais, as quais perderam a capacidade de garantir os atributos que lhes foram inicialmente propostos.Nesse viés, a veracidade do dito Bauman, reflete-se diante das baixas ações realizadas pelo Estado para garantir o combate da ansiedade na sociedade contemporânea.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve propor a criação de palestras com terapeutas a cada mês nas escolas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmera dos Deputados. A fim de normalizar o tema da saúde mental e incentivar o público afetado a terem conversas particulares com os palestrantes/terapeutas em prol de seu bem-estar.