Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2023

A ansiedade tem se tornado uma questão cada vez mais presente e preocu-pante na sociedade contemporânea. Segundo a OMS, o Brasil possui a população com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo, e com o ritmo acelerado da vida moderna, aliado às pressões sociais, econômicas e tecnológicas, houve contribuição para o aumento dos níveis de ansiedade entre as pessoas, e nesse contexto, enfrentar e combater esse problema torna-se um desafio com-plexo e urgente.

A priori, uma das principais dificuldades no combate à ansiedade é a compre-ensão do fenômeno em si. A ansiedade é uma resposta natural do orga-nismo diante de situações estressantes, mas quando ela se torna crônica pode afetar significativamente a qualidade de vida. No entanto, muitas vezes a ansie-dade é subestimada ou até mesmo negligenciada, como comenta a psicóloga Karen Scavacini em sua fala: “A sociedade ainda tem um preconceito grande com relação aos transtornos mentais. Eles podem ser tão incapacitantes quanto ou ain-da mais do que qualquer outra doença.”. Essa falta de compreensão e estigma associados à ansiedade dificultam a busca por ajuda e o acesso aos recursos neces-sários para o tratamento adequado.

Além disso, as redes sociais e a cultura do compartilhamento constante tam-

bém podem desencadear sentimentos de inadequação e comparação, alimentando a ansiedade e a busca por validação externa, como explica a doutora em psicologia Blenda Marcelletti de Oliveira numa entrevista com o jornal Estado de Minas. A constante exposição a informações e estímulos digitais também pode sobrecarre-gar o cérebro e dificultar o descanso adequado, o que contribui para o surgimento e a perpetuação da ansiedade.

Diante desses desafios, é fundamental que a sociedade como um todo se mobilize no combate à ansiedade. É necessário que o Governo junto do Ministério da Saúde invista em educação e conscientização sobre o tema, a fim de quebrar os estigmas e promover uma compreensão mais ampla e acolhedora da ansiedade, além de criar políticas públicas que visem a expansão e aprimoramento dos serviços de saúde mental.