Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2023

O Filósofo Thomas More, em sua obra “Utopia”, apresenta uma sociedade perfeita, a qual é caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto ao se analisar a conjuntura da sociedade contemporânea, vê se uma oposição ao texto sobredito, já que a ansiedade compromete a harmônia coletiva social e individual. Diante disso têm-se um problema fomentado não só pelas redes sociais, mais também com uma “epidemia de diagnósticos” como nomeu psicóloga Rosely Sayão.

Nesse contexto, é possível perceber a dificuldade da sociedade de lidar com a ansiedade e suas variadas formas de aparição, quando se analisa o mapa de ocorrência de populações com ansiedade, disponiblizado por Our World In Data, onde é fácil notar uma massiva e global “epidemia” nesse ambito.

Fica difícil lidar com esse problema, tendo em vista que é causada por inumeros fatores cotidianos, e que entre eles se destacam o uso abusivo dos smartphones - tão profunda e fizamente inseridos na sociedade - e de suas redes sociais, que em muito agregam para a formação de problemas relacionados a ansiedade, como por exemplo a depressão e variados transtornos.

Ademais não deve-se atribuir apenas a um fator, as estatísticas sobre ansiedade. Pode-se apontar como um grande obstáculo para o combate à ansiedade - a epidemia de diagnósticos - uma mania popular não só de leigos, mas também de profissionais em diagnósticar de forma precoce e desembasada, como por exemplo, uma pessoa que possui dificuldade em realizar certa tarefa, e à tal característica é atribuida um distúrbio, como por exemplo o TDAH, sem estudo ou análise comportamental de cada indivíduo, o que faz com que seja desprezada as particularidades individuais de cada pessoa, à fim de apontar um diagnóstico.

Dessa forma, é impreterível o papel do estado na ação de combate à ansiedade, que deve atuar em caráter preventivo e tratativo, respectivamente instruindo desde cedo a população a como evitar as mazelas causadas pelo exessivo uso de redes sociais, e evitando a “epidemia de diagnosticos, atráves de programas sociais e de conscientização em função de combater um sério problema - a ansiedade -.