Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/06/2023

Na sociedade distópica de “We Happy Few” é criada a pílula da felicidade a fim de curar as doenças que mais assolavam a humanidade: a ansiedade e a depressão. Fora da ficção, o Brasil é, segundo a OMS, o país com a maior porcentagem de pessoas ansiosas do mundo. Isso se dá, sobretudo, pelo preconceito com tratamentos psicológicos e pela dificuldade de acesso aos tratamentos.

Para Guilherm Spadini, professor de psicologia médica na USP, o preconceito com tratamentos psicológicos provém, principalmente, da falta de conhecimento acerca do assunto. Então, é importante ressaltar que o acompanhamento por um profissional adequado é essencial para o tratamento da ansiedade e o primeiro passo para melhora. Desse modo, é crucial que o governo elabore campanhas de conscientização acerca da importância da busca por ajuda no combate à ansiedade.

Além disso, outro grande desafio no combate à ansiedade é a dificuldade de acesso aos devidos tratamentos, principalmente pela população mais pobre. Nesse sentido, o acesso a saúde mental é, historicamente, elitizado visto que no Antigo Egito, por exemplo, o tratamento da época para saúde mental, que acreditava-se ser a prática de música e atividades recreativas, era reservado aos faraós, líderes político-espirituais. Enfim, atualmente, o acesso à saúde mental de qualidade ainda é reservado à elite dado o custo dos medicamentos e da terapia ser inacessível a boa parte da população.

Portanto, o Ministério da Saúde, órgão governamental responsável pela administração e manutenção da saúde pública no país, deve ampliar o acesso a tratamentos para ansiedade por meio de parcerias público-privadas a fim de mitigar essa condição que assola tantos brasileiros. Além disso, assim como dito acima, é necessário conscientizar a população acerca dos benefícios acerca da terapia mental.