Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 16/06/2023
Em sua obra “Modernidade Líquida”, o sociólogo e filósofo polonês Bauman caracteriza uma época contemporânea marcada pela instabilidade em todos os aspectos, onde as relações econômicas são priorizadas sobre as relações sociais e humanas. Sob esse viés, é evidente a necessidade de pautar o aumento da ansiedade nas sociedades atuais e os atrasos a sua supressão gerados pelas desigualdades sociais e os aspectos culturais vigentes.
A priori, é clara a influência da realidade social e econômica no que diz respeito ao aumento da ocorrência de transtornos de ansiedade. O Brasil, que lidera o ranking de número de pessoas ansiosas no mundo de acordo com dados da Organização mundial da saúde (OMS), sofre com uma notória disparidade socioeconômica estrutural e crises recorrentes a sua história que acarretam o empobrecimento e carência material. Deste modo a sensação de instabilidade gerada pelas mazelas econômicas corrobora para o aumento do estresse e consequentemente da ansiedade, afetando principalmente as parcelas mais pobres da população.
Ademais, o individualismo presente na cultura contemporânea provoca esgotamento e sentimento de fracasso. A busca constante pela produtividade e o tratamento de problemas coletivos, como a frustação causada pela pressão constante para o sucesso individual baseado em bens materiais, como individuais produz um ambiente favorável a ascensão de transtornos como a ansiedade.
Portanto, mostra-se indispensável a implantação de medidas com o objetivo de combater o adoecimento das sociedades com a ansiedade. Para isso, é necessário criar politicas publicas buscando diminuir as desigualdades sociais presentes na realidade brasileira, assim como combater o individualismo cultural.