Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/06/2023

A ansiedade é um dos transtornos mentais mais proeminentes na sociedade contemporânea. Caracterizada por uma sensação de apreensão, inquietação e preocupação excessiva, a ansiedade pode afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas. No entanto, enfrentar esse problema tem se mostrado um desafio complexo para indivíduos e para a sociedade como um todo.

Em primeira análise, um dos principais desafios no combate à ansiedade está relacionado ao ritmo acelerado da vida moderna. Vivemos em uma sociedade altamente conectada e competitiva, onde as demandas e pressões são constantes.

A busca por sucesso profissional, a necessidade de estar sempre disponível nas redes sociais e a sobrecarga de informações contribuem para um estilo de vida ansioso. As redes sociais têm influência negativa sobre a atual saúde mental da população, como visto no documentário “O Dilema das Redes”, na Netflix, onde seus próprios desenvolvedores afirmam não deixarem seus entes queridos usarem-nas, pela competição por atenção excessiva nas redes e seus diversos malefícios.

Em segunda análise, o desafio diz respeito à estigmatização dos transtornos mentais. Apesar dos avanços na conscientização sobre a importância da saúde mental, ainda existem preconceitos e estigmas associados à ansiedade e a outros transtornos, principalmente após a época da pandemia do COVID-19. Além disso, a falta de acesso a profissionais especializados, tratamentos de qualidade e terapias adequadas podem dificultar o processo de recuperação e a busca por bem-estar emocional. Também é importante priorizar a valorização do presente, como dito pela renomada psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva “Ansiedade é excesso de futuro, e depressão excesso de passado”.

Diante do exposto, os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea são complexos e multifacetados. Para enfrentá-los, é fundamental promover mudanças individuais e coletivas, conscientizando sobre a importância da saúde mental, combatendo o estigma e a discriminação com políticas públicas, uma boa disponibilização de tratamentos, e especialistas em saúde mental. Tal como é crucial, estimular práticas saudáveis e atividades prazerosas.