Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 25/06/2023

O filme “Gato de botas 2” apresenta uma cena em que o personagem principal quando tomado pelo medo da morte apresenta sintomas de uma crise de ansiedade. A obra foi muito bem avaliada pelo público em função dessa cena por trazer visibilidade a tal transtorno, fator muito importante quando se trata dos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, tendo em vista que atualmente ocorre a naturalização desse problema além do descaso do estado em relação a dificuldade no acesso a tratamento.

É preciso pontuar de início que a conformidade da sociedade com relação a essa aflição torna cada vez mais distante a superação da problemática. Como dito na teoria da banalidade do mal, redigida pela filósofa Hannah.A, onde a mesma defende que a sociedade trata de forma comum grandes estigmas devido ao contato contínuo a ele, tornando-o algo trivial. Conforme o exposto pode-se afirmar que a população trata com indiferença esse transtorno, onde muitas vezes é visto com estranhamento resultando em rejeição, o que dificulta o seu assolamento.

Ademais, um grande agravante para a permanência de tal imbróglio é a dificuldade no acesso ao auxílio necessário e o descaso do estado com relação a isso. Divulgado pela OMS o Brasil é o país que mais sofre com o transtorno de ansiedade, onde cerca de 9,3% da população brasileira apresenta os sintomas, porém nem todo cidadão tem acesso a algum tipo de tratamento tendo em vista que o SUS não possui a capacidade de atender a todos os casos, impossibilitando o acesso a médicos e psicólogos capacitados. De tal forma, para quebrar esse paradigma é viável uma postura governamental mais forte.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde proporcione para a população palestras, workshops e programas informativos que reforcem a importância de prestar a devida atenção a esse problema, sendo esses avisos divulgados a partir do recurso das redes sociais, programas televisivos e até mesmo apresentações presenciais em escolas e faculdades. Além disso, cabe ao estado a melhoria de políticas públicas em relação a saúde, onde parte do PIB pode ser redirecionado para esse setor visando a contratação de mais profissionais da área.